O eleitor brasileiro deverá comparecer às urnas carregando um sentimento predominante de cansaço e desconfiança, segundo análise do estrategista político Wilson Pedroso, sócio do instituto de pesquisa Real Time Big Data. De acordo com o consultor, mesmo entre grupos polarizados, há uma percepção clara de que a radicalização política trouxe prejuízos para a vida cotidiana.
“Eu acho que as pessoas estão procurando a segurança de que sua vida não vai piorar, porque o principal sentimento que o eleitor vai levar no dia da eleição vai ser o cansaço”, afirmou Pedroso. Segundo ele, pesquisas qualitativas realizadas com grupos tanto bolsonaristas quanto lulistas revelam uma constatação surpreendente: “Quando você pergunta ‘mas essa polarização melhorou a sua vida?’, a resposta é ‘não, não melhorou. Essa polarização só atrapalhou a minha vida’. A maioria das pessoas vai nessa linha”.
O consultor destacou que, além do cansaço, a desconfiança será outro fator determinante no comportamento do eleitorado. Na sua avaliação, o cenário eleitoral está dividido entre dois grandes players: Lula, cuja marca principal seria a memória do que fez no passado e busca repetir no presente; e o campo bolsonarista, caracterizado pelo confronto com instituições que, segundo Pedroso, já enfrentam grande desconfiança por parte da população.
Na análise de Wilson Pedroso, o fator decisivo para o resultado eleitoral não estará nos grupos já consolidados em torno das principais lideranças políticas, mas sim em um contingente específico do eleitorado: “É aquele um terço que está desacreditado, que votou em branco nas outras eleições, que não acredita mais no sistema, mas ele vai ser o eleitor decisivo”, explicou.
“Os 10% dele, se a gente tem um terço, mas que vote 10% desse um terço, vai ser o eleitor decisivo dessa eleição”, complementou o estrategista. Para Pedroso, o candidato que conseguir atrair esse eleitorado desacreditado terá vantagem significativa na disputa, seja para a reeleição de Lula ou para uma candidatura oriunda do campo bolsonarista.
O consultor também fez questão de ressaltar que, no atual cenário político brasileiro, não faz sentido falar em direita ou esquerda enquanto Lula e Bolsonaro forem os protagonistas do debate público. “Não adianta falar direita, não existe direita. Essa eleição, enquanto tiver Lula e Bolsonaro, falar em esquerda e falar em direita é bobagem. A gente tem dois grandes players, um que é Lula e o outro que é Bolsonaro. E eles dois que vão estar no segundo turno”, concluiu.
WW Especial
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