O Telescópio Espacial Hubble, da Nasa, registrou novas imagens que mostram estrelas em formação — conhecidas como protoestrelas — iluminando uma paisagem densa de gás e poeira no complexo da Nuvem de Órion (OMC).
As imagens ajudam os cientistas a entender como uma estrela nasce. Nesse processo, grandes nuvens de gás e poeira começam a se concentrar até formar uma protoestrela. Com o tempo, ela passa a liberar ventos e jatos de partículas que “empurram” o material ao redor, abrindo cavidades no espaço.
Segundo os pesquisadores, não há indícios de que essas cavidades aumentem de tamanho conforme a protoestrela se aproxima do fim do processo de formação.
O estudo também indica que a redução da acreção de massa — quando a estrela deixa de “absorver” material ao seu redor — e a baixa taxa de formação estelar em nuvens moleculares frias não pode ser explicada apenas pela limpeza gradual desses envelopes.
Localizado na região conhecida como “espada” da constelação de Órion, o complexo está a cerca de 1.300 anos-luz da Terra. O Hubble também capturou imagens que mostram pequenos grupos de estrelas jovens imersos em nuvens moleculares.
Em uma delas, a protoestrela HOPS 181 aparece escondida atrás da poeira, enquanto um arco luminoso indica o fluxo de material expelido por seus jatos estelares.
Outro registro destaca a protoestrela HOPS 310, responsável por esculpir uma grande cavidade na nuvem ao redor por meio de ventos e jatos lançados em alta velocidade.
Hubble: o telescópio que mudou a visão sobre o Universo
No dia 24 de abril de 1990 foi lançado ao espaço o telescópio Hubble, uma parceria feita entre a Nasa (Agência Espacial dos Estados Unidos) e a ESA (Agência Espacial Europeia) visando entender melhor o Universo.
O instrumento fica localizado 515 quilômetros da Terra, em uma órbita considerada baixa, e já registrou mais de um milhão de observações durante três décadas. As imagens obtidas pelo telescópio já geraram mais de 20 mil estudos e 1,2 milhões de publicações fazem referência a essas primeiras.
O Hubble foi colocado em órbita para driblar as dificuldades encontradas para observar o espaço diretamente da superfície do nosso planeta. No local em que está, o telescópio evita essas interferências e consegue gerar imagens com mais detalhes e fiéis à realidade.
Além de capturar belas imagens que são divulgadas quase todos os dias, o Hubble estuda a taxa de aceleração do Universo e descobriu que quanto mais longe uma galáxia está de nós, mais rápido ela parece estar se afastando.