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Rock in Rio Humanorama: 'Queremos dar espaço ao diálogo'

Por Vanessa Silva

14/09/2021 às 11:35:19 - Atualizado há
Divulgação

Em grego a palavra "hórama" significa "o que se descortina, vista, espetáculo", e é justamente esse o objetivo do Rock in Rio Humanorama, evento online que acontece de forma digital e gratuita a partir desta terça-feira ,14 de setembro, e até o dia 17: mostrar o espetáculo do humano em um série de encontros especiais, com workshops, conversas, debates e reflexões sobre temas atuais com convidados como Gilberto Gil, Fátima Bernardes, Rafa Kalimann, Monja Cohe, Daiane dos Santos e Chimamanda Adichie, entre outros. "Queremos dar espaço ao diálogo", diz Ágatha Arêas, VP de Learning Experience do Rock in Rio - as inscrições para o Hunamorama, que é parte em tempo real e parte com encontros gravados, podem ser feitas AQUI.

Ela conta que o evento é resultado do entendimento da potência do RiR, sua capacidade de mobilizar, inspirar e entreter, com o cumprimento do propósito do festival de construir um mundo melhor. "A gente vem fazendo isso há 36 anos de maneiras diversas. Desde 2001 oficializamos essa proposta, começando por estruturar uma área de sustentabilidade atuando nos pilares social e ambiental", lembra a executiva.

Fátima Bernardes, Fábio Assunção e Thelma Guedes estão no Humanorama do Rock in Rio (Foto: Reprodução/ Instagram)

Fátima Bernardes, Fábio Assunção e Thelma Guedes estão no Humanorama do Rock in Rio (Foto: Reprodução/ Instagram)

O Humanorama é centrado em três pilares: o Sou, que aborda sustentabilidade individual, criatividade e inovação, pensamento crítico e humanidade para humanos; o Nós, com relações interpessoais, diversidade e inclusão e a força dos coletivos, e o Somos, que trata de cidadania ativa, economia sustentável, marcas responsáveis, e empreendedorismo social. "Tentamos criar grupos o mais heterogêneos possível e são conversas que o público não veria em outros lugares", adianta.

De onde nasceu o Humanorama?
Em 2018 fizemos o Rock in Rock Inovation, que foi um evento presencial de quatro dias, com mil pessoas. Foi um projeto piloto, por assim dizer, porque ali percebemos que o mundo estava numa onda de transformação muito grande e a gente queria ouvir e aprender. Foi um espaço de trocas com mais de cem conteúdos e, no meio deles, tinha alguns sobre a condição do ser humano nesse mundo em mudança - esses foram os mais bem cotados. Vimos então que deveríamos falar sobre outro tipo de inovação, que antes de qualquer coisa tudo começa no ser humano, na interação entre duas pessoas. Aí em 2019 criamos o conceito de Renovação Humana, reposicionamos essa semana e focamos os conteúdos colocando o ser humano no centro. Em 2020 queríamos fazer um evento presencial com streaming, mas com pandemia mudou tudo.

PARIS, FRANCE - JANUARY 20: Chimamanda Ngozi Adichie attends the Dior Haute Couture Spring/Summer 2020 show as part of Paris Fashion Week on January 20, 2020 in Paris, France. (Photo by Stephane Cardinale - Corbis/Corbis via Getty Images) (Foto: Corbis via Getty Images)

Chimamanda Ngozi Adichie (Foto: Getty Images)

Como consolidaram o conceito do Humanorama?
Nessa insegurança veio a certeza que essa edição seria totalmente digital. Com isso você ganha e perde, mas estamos preparados para receber até 20 mil pessoas. Com o digital a gente conseguiu ampliar a discussão, com nossa equipe de curadores buscando sempre a diversidade. Estamos sendo muito rigorosos com isso, nosso objetivo foi chegar ao máximo possível de variedade de backgrounds, idades...

Quais os pilares do evento?
Sou, Nós, Somos. O sou é o desenvolvimento pessoal, que é você se fortalecendo como indivíduo para entrar no coletivo, que é, que é o canal nós, até chegar ao somos. Acreditamos que a partir de um coletivo saudável é possível de fato gerar a transformação do nosso entono, do nosso mundo.

Como vocês chegaram aos nomes que vão participar?
Pela relevância dessas pessoas em relação ao assunto. Regra geral o artista é um ser com maior sensibilidade e quem é assim consegue ter um olhar com mais empatia. Pelo nosso relacionamento de Rock in Rio tem alguns cantores importantes que estão com a gente, mas não é porque são celebridades, mas pela forma como transmitem sua obra, como eles se posicionam, suas ideias.

Gilberto Gil (Foto: Reprodução/Instagram)

Gilberto Gil (Foto: Reprodução/Instagram)

Como foi a escolha de temas?
Escolhemos pessoas interessantes, que tivessem o que falar, e os temas vieram com elas. Falamos de acessibilidade, feminismo, a luta antirracista, etarismo, inclusão de PCD, empreendedorismo, economia circular, inovação social, geração Z... Tudo com tradução em libras. A nossa ideia é acelerar essa sensibilização e criar mais equidade. Os encontros também permitem uma troca nova, por exemplo, Fábio Assunção conversa com Fátima Bernardes, como parte de cinco conversas curadas pela Globo, que é parceira de conteúdo. Em seu trabalho como ator em novelas e outras obras ele já falava sobre buscas humanas. Fátima Bernardes abre espaço para histórias de vida em seu programa. Então a Globo faz essa junção.

Essas conversas ficarão salvas em algum lugar?
Em algum momento pretendemos ter pelo menos os melhores momentos salvos. Ainda não sabemos como vai ser o formato, mas acreditamos que coisas muita bonitas vão sair dali, tanto das interações já gravadas como dos encontros ao vivo, que merecem ser registradas.

Como funcionrá a Happy Hour do dia? Terá uma palhinha de música?
Sim! Teremos quatro shows, cada um para um dia do Humanorama, com curadoria do Zé Ricardo. São artistas emergentes de extrema qualidade musical.

Quantas pessoas estão envolvidas no projeto?
Há várias áreas do Rock in Rio no Humanorama, no total, cerca de 120 pessoas

Gabriel O Pensador e Monja Coen (Foto: Reprodução/ Instagram)

Gabriel O Pensador e Monja Coen (Foto: Reprodução/ Instagram)

Há muitos anos a sustentabilidade é um dos pilares do Rock in Rio. O Humanorama também está inserido dentro desse ideal?
Sim, com certeza. Apesar do festival ser online, isso não significa que não tenhamos um impacto, ainda que bem reduzido, com, por exemplo, o deslocamento de quem precisou viajar de um estado para outro para gravar. Estamos compensando nossas emissões de carbono.

Nesse último ano e meio de pandemia, tivemos um grande número de lives, inclusive com alguns dos nomes do line-up do Humanorama. Qual o diferencial do evento?
Quem assistir nunca terá visto uma determinado pessoa falando com quem ela está conversando sobre esses temas. Montamos os encontros de forma que ofereçam uma conversar nova.

Como as pessoas podem participar no momento da conversa?
Alguns dos encontros são pré-gravados e outros aos vivos, e a interação pode ser feita pelo chat. Nossos MCs vão fazer essa costura. Todos estão convidados.

Teremos outras experiências similares até o Rock in Rio ano que vem?
Não sabemos ainda. A gente que chegar ao Rock in com o Humanorama na Cidade do Rock. Estamos preparando uma proposta, talvez talvez levar o evento como uma das atrações no festival.

Fonte: Quem
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